segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O que o caso Talidomida pode ensinar sobre as vacinas contra o coronavírus

 


Devido à situação que a China jogou o mundo com o coronavírus, o desenvolvimento de um medicamento que possa combater esta doença nunca foi tão esperado pela humanidade, que lembra de seus dias dourados de liberdade e prosperidade antes da doença chegar e mudar radicalmente o modo como vivemos e interagimos. Oxford, Pfizer e Sinotec, são algumas organizações que largaram na frente na corrida pelo desenvolvimento deste medicamento que, além de resolver o problema do mundo, vai garantir uns bons bilhões de dólares para o seu desenvolvedor. No entanto, o desenvolvimento de vacinas nunca foi fácil e, por isso, surgem algumas suspeitas quanto à eficácia destes medicamentos, ainda mais porque, desta vez, vão utilizar uma técnica um tanto quanto diferente na fabricação delas, mas que é um tiro no escuro, visto que nunca fora utilizada antes. Neste artigo, vamos discorrer um pouco sobre a vacinação obrigatória, suas consequências e semelhanças com o caso da Talidomida, que ocorreu nos EUA, que se mostrava um medicamento promissor, mas apresentou efeitos colaterais gravíssimos.

Vacinas são feitas de vírus mortos ou enfraquecidos que, uma vez injetado em nosso corpo, ajuda-o a fabricar anticorpos para eliminar os vírus que, como estão mortos ou enfraquecidos, não irão causar a doença na gente. No entanto, as vacinas de coronavírus não estão sendo feitas nem de um, nem de outro modo, mas sim a partir do isolamento do RNAm do vírus, que é o RNA mensageiro. Esse RNA mensageiro tem como função permitir que as informações contidas no DNA possam ser copiadas e transportadas até as estruturas responsáveis pela elaboração de proteínas do vírus em si. Uma vez que ele é isolado, o DNA do vírus para de receber tais informações e ele, pelo menos na teoria, deixa de ser perigoso, fazendo com que o corpo produza anticorpos para neutralizá-lo. Qual é o problema disso: embora haja uma teoria que acredita ser possível obter os efeitos de vacinas feitas com vírus mortos ou enfraquecidos (isto é, conseguir a imunização a partir de anticorpos) através do isolamento do RNAm, esta técnica nunca foi utilizada antes para produzir estes medicamentos, logo estamos sendo feitos de cobaias, visto que sequer sabemos quais seriam os efeitos colaterais que estas vacinas poderiam gerar nos humanos no longo prazo, e é aí que devemos nos lembrar do caso da Talidomida, um medicamento que gerou polêmica na década de 60.

A Talidomida era um potencial anti-inflamatório que estava sendo comercializado em alguns países da Europa, como Alemanha e Reino Unido. No entanto, nos EUA ela não foi autorizada a entrar porque, apesar do lobby da farmácia pressionar o governo, a entrada dela na América dependia da aprovação da FDA (Food and Drug Administration – a ANVISA americana), que tinha que fazer testes para obter uma prova de segurança do remédio e uma prova de eficácia. A responsável por obter essas provas era a Dra. Frances O. Kelsey, que seguiu rigidamente os protocolos e não aprovou o medicamento enquanto não obteve tais provas. Mas a Dra. Kelsey sequer precisou obtê-las, dado que no final do ano de 1960, descobriu-se que diversas mulheres que tomaram Talidomida na Alemanha, Reino Unido e Austrália tiveram filhos com má formação, o que levantou suspeita daquele medicamento. Em 1962, quando os casos já passavam dos 10 mil na Europa, a Talidomida foi finalmente removida do mercado. A Dra. Frances O. Kelsey, por seu pulso firme de não aprovar o medicamento e seguir todos os protocolos para obter as provas, ganhou do presidente John F. Kennedy, uma medalha de ouro por Eminentes Serviços Prestados à pátria, visto que salvou milhares de crianças que poderiam ter nascido com má formação em seus membros. Já pensou se a Talidomida fosse um remédio para alguma doença daquela época, e o governo obrigasse a população a toma-la?

Sessenta anos após a tragédia da Talidomida, surge outra ameaça: as vacinas contra o coronavírus que, como dito, sequer foram testadas direito e foram feitas às pressas, através de uma técnica diferente de tudo o que já foi feito antes em termos de desenvolvimento de vacinas, então vamos analisar algumas das consequências que isso pode trazer.

Primeiro, quem garante que as vacinas do coronavírus não vão gerar efeitos colaterais a longo prazo? Coisa de 5 ou 10 anos, visto que vacinas demoram nessa faixa de tempo (ou mais) para serem desenvolvidas? Se alguma vacina causar, tal como a Talidomida, efeitos colaterais em massa na população, o povo poderá processar o Estado por ter nos obrigado a tomá-la? E, se sim, como o Estado fará para pagar uma avalanche de milhões de processos por uma política que ele mesmo obrigou? Perceba que são pontos que podem desestabilizar a sociedade inteira, levando-a ao colapso por causa de uma doença cuja letalidade é extremamente baixa. E se todo esse esforço e dinheiro que estão sendo gastos com uma vacina, que nem é uma vacina como conhecemos, fossem utilizados na construção de mais hospitais, um problema histórico do Brasil? Essa medida poderia ser benéfica não só agora, na pandemia de coronavírus, como também no futuro, pois haveria mais leitos disponíveis para a população.

Mas não para por aí, há o segundo ponto também, que é uma questão mais filosófica e moral: um político deve ter o poder de injetar substâncias desconhecidas no corpo de todas as pessoas da sociedade? Se sim, onde está o direito de auto propriedade sobre o próprio corpo? Se um político hoje pode injetar uma droga desconhecida de forma obrigatória, o que irá impedi-lo de tornar essa medida um hábito, e no futuro obrigar a injeção de outras drogas, sejam lá quais forem, no corpo das pessoas? Se acaba o direito natural de controle sobre o próprio corpo, então não estamos vivendo em uma sociedade muito diferente da Alemanha nazista, da União Soviética, ou do Brasil escravocrata do século XIX.

Além disso, o coronavírus é um vírus de RNA e vírus desse tipo tendem a sofrer mais mutações. Quem garante que essas vacinas, que estão custando rios de dinheiro, vão imunizar o povo das mutações do coronavírus, que podem ser muito piores? Se não há garantia de eficácia desse medicamento, não há justificativas para ele ser adquirido e muito menos utilizado na população, que está pagando a conta, mas sequer foi consultada.

Ademais, o presidente da empresa Sinovac, que fornecerá a vacina chinesa, já pagou propina para funcionários da agência sanitária chinesa para aprovar outras vacinas dessa empresa. Como que políticos sem escrúpulos nenhum, como o governador de São Paulo, apostam tanto em uma vacina que não sabemos se funciona, não sabemos seus efeitos colaterais ao longo prazo, mas sabemos que o presidente da empresa que a fez pagou propinas para ter suas vacinas aprovadas? Esta é a era da psicopatia política, que está, através de um grande esquema de engenharia social, mudando tudo o que temos de bons valores no ocidente, como a ideia de direitos individuais, e fazendo uma lavagem cerebral em massa, imbecilizando qualquer pessoa, visto que os críticos das vacinas de coronavírus são tachados na imprensa como “negacionistas da ciência e obscurantistas” à medida que ganham fama pseudocientistas como Átila Iamarino (que, inclusive, disse que não vai tomar a vacina de covid-19 até ver que ela não teve nenhum efeito colateral em quem tomar primeiro).

O que parece é que a vacinação obrigatória é um teste de poder, seja lá quais sejam seus efeitos, visto que, como dito acima, se um político pode injetar uma droga no seu corpo, o que ele não poderá fazer com você? A resposta é tudo! Toda a sociedade se resumirá em um grande tabuleiro de xadrez, onde déspotas mexem as peças, que somos nós, como quiserem, nem que isso custe a vida de pessoas. Como exemplo, veja o lockdown na Argentina, que elevou as mortes com as pessoas trancadas em casa e destruiu ainda mais a economia do país, o que o governador Andrew Cuomo fez em Nova Iorque, ao obrigar asilos a receberem idosos com coronavírus, o que promoveu um morticínio nesses lugares, ou o que o João Doria está fazendo aqui em São Paulo, desativando leitos de UTI no interior em plena pandemia. Essa situação acaba aludindo à tese de Fréderic Bastiat, que diz, em “A Lei”, que os socialistas (isto é, os déspotas dirigentes do Estado e organizações do tipo, como ONU e OMS) querem desempenhar o papel de Deus. Diz Bastiat: “Os socialistas consideram as pessoas um material bruto para combinações sociais, fato tão verdadeiro que, se lhes acontece de ter dúvidas quanto ao sucesso de alguma combinação, exigem que uma pequena parte da humanidade seja considerada matéria para experiência“.

A pandemia de coronavírus, com o lockdown e posteriormente com a vacinação obrigatória, deu ao estado e a burocratas, um nível de poder autoritário nunca visto antes na história da humanidade. E o pior disso tudo é que há pessoas que enxergam nesse autoritarismo a solução dos problemas da pandemia, quando na verdade o que aconteceu foi o contrário: quanto mais eles fazem suas leis mirabolantes, como lockdown e quarentena, mais estrago causam, e de quebra destroem o direito natural de liberdade, que não se perde de uma vez, mas em fatias, como se corta um salame, como dizia o economista Friedrich Hayek, expoente defensor da liberdade no século XX, e que teria morrido de desgosto se ainda estivesse vivo para ver os níveis de autoritarismo em que estamos vivendo nos dias atuais.

 

 

 

Vinicius Mariano, para Vida Destra, 07/12/2020
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