quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

O recuo do ministro da Educação sobre a volta às aulas presenciais nas Universidades

 


Se o prezado leitor da revista Vida Destra espera que este texto seja uma crítica a postura do Ministro da educação sobre o caso do título, peço, respeitosamente, que não continue a leitura.

No último dia 01 de dezembro, o Ministro da Educação, Pastor Milton Ribeiro, expediu a portaria nº 1030, que determinava a volta às aulas presenciais nas universidades públicas a partir de 04 de janeiro de 2021. A portaria versava que recursos digitais poderiam ser utilizados na educação somente em caráter excepcional e complementar para a integralização da carga horária das atividades pedagógicas enquanto durar a pandemia do novo corona vírus.

Essa seria uma das tentativas do Ministério da Educação de iniciar o retorno às atividades presencias em unidades devidamente preparadas para reduzir a disseminação do vírus, onde o risco de contágio fosse controlável, o que já sabemos ser perfeitamente possível.

A imprensa noticia que houve repercussão negativa, o que não constitui uma mentira na essência. Acontece que não se trata de uma “repercussão negativa” por parte de famílias e estudantes, em sua maioria. Mais uma vez uma decisão importante, que deveria ser estritamente tomada pelo Governo Federal, esbarrou nas vontades de grupos minoritários, acostumados aos mimos que tiveram por toda a sua existência, dados pelos governos notoriamente corruptos que saquearam o país nas últimas décadas, sucatearam escolas e universidades brasileiras e formaram o batalhão de doutrinação, do qual já falamos em texto anterior disponível neste link! Me refiro às agremiações de esquerda que funcionam como um monte de bolor nas universidades e na vida estudantil brasileira, a saber, UNE, UBES, sindicatos e associações criadas para formarem os Zés Dirceus, Lindbergs Farias e Dilmas da vida. (Lula não foi citado pois nunca passou por qualquer instituição de ensino como liderança ou mesmo como membro. Tenho até minhas dúvidas se ele sabe, realmente, ler, escrever e calcular. Este último não deve mesmo saber, pois somente alguém dotado de incapacidade de cálculo cometeria tantos erros no que diz respeito a economia e a tal distribuição de renda e levaria o país à desgraça econômica a que chegou).

Segundo informa o jornal Estado de Minas Nacional, a União Nacional do Estudante (UNE) publicou post no Instagram se manifestando contra a pressão do MEC para o retorno presencial nas universidades federais. Em nota publicada no Instagram, a UNE ressalta: “Em primeiro lugar é preciso destacar o momento delicado em que vivemos. Não há superação e nem tampouco horizonte de recuperação da Pandemia do COVID-19, pelo contrário, os dados acerca de número de contaminações, internações e mortes decorrentes o vírus, apontam uma forte tendência de novo crescimento. ” Isso mostra claramente o alinhamento dessas agremiações socialistas com nomes como o biólogo vidente Átila Iamarindo e outros profetas do Pseudo-Apocalipse pandêmico.

O fato é que o Ministro Milton Ribeiro recuou algumas horas depois de expedir a portaria, afirmando, em entrevista à CNN, que fará uma consulta pública com o setor acadêmico antes de novas decisões serem publicadas. Assim, apesar de sabermos que o Ministro da Educação é uma pessoa competente e ilibada para exercer o cargo, podemos somente confirmar que o aparelhamento da educação no Brasil é algo que tomou uma proporção inimaginável, a ponto de instituições que, comprovadamente, nunca; jamais contribuíram para a melhoria da qualidade da educação, tenham poderes de influência que beiram a desobediência civil, já que estamos vendo, Brasil a fora, reitores indicados pelo Presidente da República, sendo impedidos de entrar em suas respectivas universidades pelos ditos “defensores da causa estudantil”.

É desanimador vermos a influência de mancebos de cabelos embaraçados, axilas cabeludas, aparentando serem malcheirosos, com suas camisetas vermelhas, barbas malfeitas, com seus gritinhos de ordem, se orgulhando de suas cotas “conquistadas” a troco de fomento de luta de classes, criado e apoiado pelos ex integrantes dos mesmos amontoados de péssimos estudantes que comem dinheiro público a vida toda e não fazem nada mais que militância, mesmo depois de conquistarem diplomas com serventia semelhante a de papel higiênico, que nada têm acrescentado ao país, somente despesas com suas infindáveis palestras com seus temas preferidos; justiça social, minorias, Amazônia, Pantanal, aquecimento global, entre outros.

O honrado e competente Ministro Milton Ribeiro não pode ser culpado por ser discreto. Ele tem nas mãos a pior bomba que se pode imaginar. O Ministério da Educação é, como bem colocado pelo ex Ministro Abraham Weintraub, no documentário Pátria Educadora, do Brasil Paralelo, um ninho de serpentes, onde a cada enxadada que se dá, exuma-se um cadáver. Não podemos dizer que o Ministro atual é omisso ou covarde, tampouco incapaz. Ele está apenas usando as armas possíveis que a democracia permite. Qualquer outra reação seria um tiro no pé. Cabe a todas as pessoas de bem começarem a colocar a educação nas pautas das manifestações de rua, exigindo o fim da influência desses grupos de esquerda que se instalaram como um câncer em metástase na educação. O dinheiro que financia essa gente mal-intencionada é público, portanto a sociedade deveria começar a exigir que os canalhas, que comandam esse amontoado de crianças mimadas, fossem responsabilizados pelas suas ações. De quebra, a CPI da UNE deveria ser pautada para que esta explique o destino dos milhões em dinheiro público que queimou sem prestar contas, desde a sua criação.

 

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 08/12/2020.
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