sábado, 5 de dezembro de 2020

Política e Crime Organizado

 


O crime organizado está cada vez mais ousado e diversificado. Os últimos assaltos a banco em Araraquara, Criciúma e agora em Cametá, no Pará, mostram que as quadrilhas não estão apenas interessadas no despojo. Não se trata apenas de roubar, os assaltantes querem deixar um recado e uma marca. Para o Estado, o poderio bélico e estratégico é um recado óbvio: não há zona limítrofe entre o poder do Estado e o poder paralelo do crime. Já para a população, o impacto psicológico de se criar a sujeição por meio do terror é a marca que eles desejam deixar.

Alguns especialistas em segurança pública estão chamando essa nova modalidade de “o novo cangaço”. Diversos analistas percebem que a nova estratégia paramilitar se assemelha ao modus operandi das forças policiais: ações rápidas, contingente superior ao do inimigo, armamentos pesados e impacto psicológico.

Todavia, esse empreendimento criminoso tem seu ônus. Mesmo para quadrilhas altamente especializadas, esse é um negócio de muitos custos e riscos. A que levariam ações desesperadas como essas? Será que poderíamos traçar um paralelo relacional entre as toneladas de drogas que todos os meses a polícia Federal está apreendendo no Brasil e os recentes assaltos a bancos? Esses assaltos seriam uma espécie de ressarcimento pelo prejuízo causado pela perda no tráfico? O nexo é provável.

O fato é que o crime organizado no Brasil não para de evoluir. Antes eram apenas assaltos a bancos; hoje eles investem no tráfico de drogas, de armas, e agora o novo produto é a corrupção.

O crime organizado é, acima de tudo, uma empresa lucrativa e, como tal, ela assume a lógica mercadológica da expansão dos seus produtos, ampliando o controle sobre outras áreas para se manter no negócio. Muitos ficam surpresos ao ver como líderes de facções criminosas comandam o crime organizado de dentro dos presídios considerados de segurança máxima e questionam o porquê da leniência das leis contra eles, os chefões. Existem duas explicações para essa façanha: a primeira tem a ver com o investimento que facções como o PCC e CV fazem no capital humano, por exemplo, na formação de advogados para sua causa, já que a lei os protege de serem revistados nos presídios; a outra, a provável corrupção de agentes penitenciários.

Outra estratégia adotada pelo crime, que mostra a expansão do seu controle, é o investimento na política institucional com a eleição de candidatos colocados ou apoiados pelas facções criminosas.

Mas se hoje o crime investe em políticos, é porque políticos em dado momento histórico também investiram no crime.

Historicamente, a gênese da criação de facções criminosas organizadas pode ser rastreada dentro dos presídios do Rio de Janeiro desde a década de setenta do século passado. Nessa época, presos políticos treinados em guerrilha se misturaram a presos comuns. A esquerda deu uma pequena ajuda para que bandidos comuns fossem treinados também em guerrilha urbana e se organizassem como grupo, tanto é assim, que a primeira organização a surgir como fruto dessa simbiose foi alcunhada de Comando VERMELHO.

E essa relação entre ambos não é de causar estranheza, já que à esquerda na América Latina tem um longo histórico de relações com o narcotráfico e a bandidagem de modo geral. Sua benevolência com o crime é bem conhecida e vai desde a criação de leis que visam afrouxar a punição para os bandidos, minimizando seus crimes, até o trabalho de ONGs que promovem o direito e a defesa jurídica de presos e outras benesses.

Diante desta lógica de expansão e controle do crime organizado para diversas áreas, sobretudo a política, me pergunto se seria possível avaliar algumas ações tomadas pelos ministros do STF nessa direção. Acredito que não serei censurado por fazer algumas perguntas pertinentes, dentre elas a de entender qual a lógica de um ministro do STF proibir o trabalho da polícia em morros dominados pelo tráfico? E por que cargas d’água um outro ministro soltaria um dos maiores líderes do PCC ao arrepio do seu próprio colegiado?

E por que partidos de extrema-esquerda como PT, PSOL e PC do B, que adotam uma política bem liberal em relação à criminalidade, quase sempre têm o favor dos ministros do STF?

Será que tudo já está como diz o refrão: “Tá dominado, tá tudo dominado”?

Que Deus, o supremo juiz, nos proteja dos efeitos desses diálogos cabulosos!  

 

 

 

Paulo Cristiano da Silva, para Vida Destra, 04/12/2020
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