sábado, 16 de janeiro de 2021

IMPEACHMENT :” LOS MACAQUITOS BRASILEÑOS” SE AGITAM



 Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo    I

Renova-se a falta de caráter,de personalidade,de originalidade, e o espírito de imitação barata de grande parte dos políticos brasileiros com mandatos eletivos  no Congresso Nacional.

Com certeza não se trata de mera “coincidência” os dois processos simultâneos de impedimento contra  Donald Trump,Presidente em fim de mandato dos Estados Unidos,e Jair Messias Bolsonaro,Presidente em meio de mandato no Brasil.

Apesar do   domínio político quase absoluto da esquerda no Brasil desde 1985,e do aparelhamento que esta  fez no estado,nas leis,e nas instituições públicas,com um leve “arranhão” após a eleição de Bolsonaro,em outubro de 2018,e desde o momento em que uma das principais  bandeiras esquerdistas sempre  foi a libertação dos brasileiros dos valores “imperialistas” dos  americanos, estranhamente essa  mesma esquerda agora fica “empolgada” e se agarra como “carrapato” no afastamento por impeachment  do presidente “imperialista”,Donald Trump ,”imitando” e tentando fazer   o mesmo com o Presidente Bolsonaro.

Nesse sentido, o  político “canalha” que ocupa   a presidência da Câmara dos Deputados,Rodrigo  “Nhonhô”Maia , está “comprando” ,descaradamente, sem qualquer pudor político, o Partido dos Trabalhadores-PT,principal opositor de Bolsonaro,para que vote favorável ao seu substituto na presidência da Câmara,escolhido por ele mesmo,deputado Baleia Rossi,em troca do apoio   que  ele daria ao impeachment de Jair Bolsonaro. Com a esquerda e o Centrão” agindo em conluio,não teria como Bolsonaro escapar do impeachment.

Sem dúvida a escolha do momento psicológico mais adequado para afastar Bolsonaro do Palácio do Planalto,coincidente com o impeachment de Trump,não poderia ter sido melhor escolhido,apesar de que  nenhum motivo novo tenha surgido para afastar o presidente brasileiro,a não ser  a “coincidência” dos acontecimentos políticos mais recentes nos “States” e no  Brasil,e a íntima afinidade  ideológica e política entre os chefes de estado desses dois países. Nesse sentido o processo de  impedimento de Trump  foi com certeza  a “gota d’água” que faltava para a esquerda brasileira “detonar” o Presidente  Jair Bolsonaro.

Mas tanto em um,quanto no outro caso,no de Trump, e no de Bolsonaro,na verdade o instituto do impeachment,pela sua natureza, pode refletir com absoluta fidelidade uma espécie de poder  “ditadorial” do parlamento,porquanto se trata de um julgamento meramente “político” ,em que a maioria vence,completamente independente da sua juridicidade. Basta a “vontade política” para afastar.

Na verdade estão tentando “matar” politicamente Bolsonaro,por meios  sem qualquer fundamento jurídico,e nada éticos.

Situação muito parecida  com a de Bolsonaro teria sido vivida pelo “xerife” Will Kane,no “Western” (bang-bang) estrelado por Gary Cooper,e que inclusive  lhe valeu o “Oscar” de ”melhor ator”,no filme “MATAR OU MORRER”,de 1952,dirigido por Fred  Zimmermann,e que também foi estrelado por Grace Kelly,interpretando a religiosa Amy Fowler.

Durante o casamento de Kane e Amy,chegou a notícia que Frank Miller,um temido fora-da-lei,que Kane havia prendido,tinha sido  solto e estava chegando na cidade  onde se realizava a  cerimônia nupcial,Hadleyville,Novo México,para se vingar de Kane,acompanhado de três perigosos bandoleiros,e que ali estariam  dentro de uma hora,no trem das “onze”.Kane  acabara de devolver a “estrela” de xerife e iria viajar em lua-de-mel com Amy. Mas teve uma crise de consciência e resolveu ficar para enfrentar os bandidos,embarcando a mulher no trem. Mas ninguém na cidade se dispôs a ajudá-lo,inclusive o juiz local,que fugiu e ninguém sabe para onde foi “até hoje”.

O dilema que  enfrentou na ocasião o xerife Kane -”matar” os 4 bandidos,ou ser “morto” por eles - sem a ajuda que seria necessária,é mais ou menos o mesmo tipo de problema  agora enfrentado pelo Presidente Bolsonaro. Se por um lado o Congresso Nacional tem o poder político de derrubar Bolsonaro,através de impeachment,mesmo que imotivado,e o Presidente está sozinho nessa “peleia”,de certo modo abandonado pelas forças políticas que o apoiam,e também pelos  seus eleitores,evidentemente a única chance que ele teria de não “morrer”,politicamente,é claro, seria a de “matar” primeiro os seus impichadores,mediante o instrumento  jurídico  e político expressamente consentido no artigo 142 da Constituição,vulgarmente ,e impropriamente,chamado de “intervenção”militar,ou constitucional.

E esse tipo de procedimento um tanto fora do comum teria pleno amparo não só na constituição,quanto também no  “derretimento” moral  e político da maioria do Congresso Nacional, disposto a sacrificar o seu mandato eletivo presidencial,legitimamente conquistado nas eleições de outubro de 2018,aproveitando-se do “embalo” do impedimento de Trump.



Nenhum comentário:

Postar um comentário