sábado, 16 de janeiro de 2021

O assassinato do jornalismo

 


A livre circulação de informações e opiniões é o princípio básico de uma sociedade livre e plural. Sempre tive o entendimento de que a liberdade de imprensa é um dos pilares mais importantes de qualquer democracia e um dos sinalizadores da saúde dessa democracia. Como forma de confirmar essa importância, vemos que os códigos de ética do jornalismo incluem, como valores e preceitos fundamentais, a busca da verdade, a veracidade e a precisão das informações.

No Brasil, o Código de Ética da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), estabelece, no art. 2º, I, que “a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários” e no art. 2º, II, acrescenta que “a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos”.

Por fim, o artigo 4º afirma que “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação” e o art. 7º, que: “O jornalista não pode (…) II – submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação”.

Por sua vez, a Declaração de Princípios sobre a Conduta do Jornalista, da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ ou IFJ, na sigla em inglês), afirma que “jornalistas dignos do nome” (art. 9) devem seguir fielmente o princípio estabelecido no artigo 1º: “O respeito à verdade e ao direito do público à verdade é a primeira obrigação do jornalista”.

É preciso relembrar que a principal serventia de um veículo de imprensa é noticiar os fatos, tal como são. Pressupondo que ele noticia fatos verídicos, esse veículo passa a ter credibilidade. Com a credibilidade construída, esse veículo passa a faturar com a venda do seu conteúdo e com a publicidade que sua audiência proporciona. Esse é o modelo tradicional de funcionamento da mídia em geral.

O advento da internet impôs um desafio a mais para a mídia tradicional, que teve que migrar do papel para o meio digital. Mas as redes sociais quebraram a lógica do monopólio da informação e desnudaram a seletividade de boa parte da mídia, que simplesmente tinha passado a classificar a própria opinião como se notícia fosse.

O fato de qualquer pessoa com um celular e internet poder destruir, numa simples postagem, qualquer narrativa falaciosa encampada pela mídia, expôs o duplo padrão de emissoras e jornalistas. Eles agora têm que concorrer com a verdade que se negavam a mostrar ou distorciam a seu bel prazer. Só isso pode explicar o fato de vermos jornalistas comemorando a censura explícita de quem não reza a sua cartilha ou se calarem sobre a prisão arbitrária de outros jornalistas, como Oswaldo Eustáquio.

Outro fator que explica esse distanciamento do jornalismo com a população é que no Brasil, a grande mídia teve o faturamento engordado com generosas fatias de verbas publicitárias estatais. Parece que isso deu a tranquilidade necessária para que abrissem mão da credibilidade e assim, transformaram-se inteiramente em seções de opinião, só que sem qualquer pluralidade.

As redações de jornais tornaram-se verdadeiros DCE’s e diretórios de partidos políticos de esquerda, dada a impregnação ideológica que as dominam. Tente encontrar um colunista mais à direita nesses jornais e morra tentando.

E mesmo na parte de notícias, é praticamente impossível encontrar matérias que reportem os fatos como eles são, completos e sem exposição do viés de quem escreve, de modo a permitir que o leitor faça seu próprio juízo de valor a respeito daquele fato.

Ocorre que desde 2019, as verbas publicitárias destinadas pelo Governo Bolsonaro a esses veículos de mídia foram reduzidas drasticamente, e o restante redistribuído para outros veículos de comunicação, com base em critérios mais justos. E isso explica também a reação virulenta de veículos como Globo, Folha de São Paulo, Estadão, entre outros, que mentem, distorcem e atacam diuturnamente o Presidente Bolsonaro, ao passo que negam à população as informações sobre ações positivas do Governo que beneficiam a sociedade.

O Olimpo da mídia tradicional apostou na beligerância gratuita contra Bolsonaro e detonaram com o pouco de credibilidade que ainda lhe restava. Agora estão na rua da amargura, demitindo funcionários, reduzindo despesas e caminhando para a falência, pois o povo já sabe que eles não valem nada, são abjetos, parciais, se acham acima do bem e do mal e desprezam todos os valores que a maioria da sociedade brasileira preserva.

É por isso que concluo que o bom jornalismo foi assassinado sem chance de defesa! E a culpada é a própria classe jornalística, que rasgou o seu código de ética e deu vazão à sua militância político partidária de maneira inconsequente, colocando em risco a democracia e a pluralidade da qual ela mesma depende.

Cabe a nós, conservadores, ocupar também esses espaços que estão monopolizados não só no jornalismo, mas em todos os ambientes da nossa sociedade. Só assim conseguiremos romper com essa bolha tóxica que tenta nos calar e oprimir em nome de um totalitarismo disfarçado de igualdade.

Vamos à luta!

 

 

Ismael Almeida, para Vida Destra, 14/01/2021.
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