terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Tome cuidado com a vaidade.




 A vaidade é uma brecha moral que infelicita bastante a humanidade.


A luta por posições de realce ocupa muito tempo das criaturas.


Mesmo quem não tem vocação para encargos elevados, freqüentemente os procura.


E não o faz por espírito de serviço, mas para aparecer.


Valoriza-se muito a vitória aparente no mundo, mesmo quando conquistada à custa da própria paz.


Mas será que isso compensa?


Não valerá mais a pena viver humildemente, mas com dignidade?


Ocupar postos de destaque traz grande responsabilidade.


Para quem não está preparado, a derrocada moral pode ser grande.


Satisfazer a vaidade é um grande perigo.


A tentação de evidenciar a própria grandeza pode fazer um homem cair no ridículo.


Há pouca coisa mais lamentável do que alguém despreparado desempenhando um grande papel.


A ausência de discernimento pode levar a ver virtudes onde elas não existem. A aceitar conselhos de quem não merece confiança. A tomar decisões sob falsas perspectivas.


A vaidade manifesta-se sob muitas formas. Está presente na vontade de dizer sempre a última palavra.


Por relevante que seja o argumento do outro, o vaidoso não consegue dar-lhe o devido valor.


Imagina que, se o fizer, diminuirá seu próprio brilho.


O vaidoso tem dificuldade em admitir quando erra, mesmo sendo isso evidente.


Ele não consegue perceber a grandeza que existe em admitir um equívoco. Que é mais louvável retificar o próprio caminho do que persistir no erro.


A vaidade também dificulta o processo de perdoar.


O vaidoso considera muito importante a própria personalidade.


Por conta disso, todas as ofensas que lhe são dirigidas são gravíssimas.


Já os prejuízos que causa aos outros são sempre pequenos.


Afinal, considera o próximo invariavelmente mais insignificante do que ele próprio.


A criatura acometida de vaidade dá-se uma importância desmedida. Imagina que os outros gastam horas refletindo sobre seus feitos.


Por conta disso, sente-se compelida a parecer cada vez mais evidente.


Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade.


Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica, ao cultivá-o. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade.


Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretensa importância.


Que, ao tentar brilhar cada vez mais, freqüentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota.


Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade.


Você reconhece facilmente seus erros?


Elogia as virtudes e os sucessos alheios?


Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer?


Admite quando a razão está com os outros?


Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos.


Esforce-se por perceber o seu real papel do mundo.


Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo.


Simplifique sua vida, valorize os outros, admita os próprios equívocos.


Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso.

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