quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

As grandes corporações e a agenda progressista.

 


Não devemos nos enganar: tudo o que nasce numa sala de aula se espalha pela sociedade de forma orgânica, afetando todos os membros da comunidade, sem exceção.

O conhecimento necessário para as atividades técnicas (combustível indispensável para o desenvolvimento) é transmitido por professores, tal disseminação tem seu efeito prático sentido há séculos. Novos materiais, novas tecnologias e tudo mais, que possa facilitar a nossa vida cotidiana, provém em grande parte, do conhecimento acadêmico.

Professores, via de regra, são carismáticos, e quanto maior sua capacidade de transmitir o conhecimento, tanto maior a admiração de seus alunos. A empatia, primordial para quem ensina, não deixa de ser outro sentimento muito exercitado, uma vez que os mestres se colocam no lugar daqueles que aprendem, com o nobre objetivo de compreender as dificuldades de aprendizado e assim retroalimentar a sua técnica de ensino: quanto mais se ensina, mais se sabe ensinar.

Daí surge a capacidade de influenciar, transmitir e inculcar ideias, uma vez que o aprendiz de certa forma, se deixa ser conduzido nesse processo.

Tal capacidade  de influenciar (alguns até entendem com um dom) ações, vai muito além de matérias exatas, afetando inclusive questões comportamentais que extrapolam e muito a matéria ou assunto que deveria ser tratado.

São ensinadas inúmeras práticas e muitas vezes essas são mascaradas sob o discurso da igualdade, diversidade e inclusão. Tudo hoje é comentado com o viés fortemente ideológico  da teoria crítica, tudo é permitido para a maior obtenção do lucro. Um capitalismo cru, despido de todos valores morais e que levam a sociedade de forma inconsciente para o ventre da besta.

Adam Smith em seu clássico Teoria dos Sentimentos Morais, nos ensina que o capitalismo deve ser um sistema moral, a frequente prática e afastamento disso leva a consequências nefastas.

As pautas oriundas dos “intelectuais” chegam ao mercado corporativo numa velocidade impressionante: não é incomum a abordagem dos diversas temas que vemos à olhos saltados nos programas de governo de partidos socialistas. Grande parte da agenda “liberal” está lá, e quanto mais tecnológica a empresa, mais difundido estão esses conceitos; até a prática de silenciar quem tem opinião contrária é utilizada recorrentemente.

Lá vemos a adoção de agendas a favor da pauta gay, pois “segundo especialistas” é um grande mercado consumidor. Também é crescente a obrigatória equidade do número de mulheres nos cargos executivos, chegando  até nos programas de estágios voltados exclusivamente para negros, uma vez que se faz necessário “pagar a dívida histórica”; todos assuntos oriundos do fundo do centro acadêmico universitário, alimentado muitas vezes pelas ideias contidas nas salas de aulas.

E para alarmar, já começou lentamente a propagação da pauta pedófila, onde está sendo divulgado por muitas grandes companhias o conceito de que idade é “apenas um número”.  Quando essa prática chega ao grande público é porque internamente essas empresas já estão disseminando tais ideias em seus workshops de performance e nos mais diversos programas de treinamento interno; que fique muito claro, tudo é muito sutil, muitos colaboradores não percebem. Tudo replicando aquilo que aquele professor legal (o mesmo mencionado parágrafos acima), difundiu.

O alerta fica registrado: além de lidarmos com “PSOIS” da vida, temos também que vigiar as “big corporations” donas de um espírito capitalista porco, que só visa o lucro, sobretudo agradando e convergindo para tudo aquilo que destrói os pilares da nossa sociedade. Não direi que deixar de consumir um produto fará o efeito desejado. O que fará a mudança é a divulgação do plano sórdido e isso eles não querem jamais. Mais que uma mudança do padrão consumidor, precisamos de uma mudança no padrão moral, essa mudança é de fato muito mais lenta e efetiva.

 

 

Semana Caravana, para Vida Destra, 10/02/2021.
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Obs. Publicado originalmente no Vida Destra.


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