quarta-feira, 5 de maio de 2021

MEDIUNIDADE

 


“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito

derramarei sobre toda carne; os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão,

vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão

sonhos.” — (ATOS, capítulo 2, versículo 17.)

No dia de Pentecostes, Jerusalém estava repleta de forasteiros. Filhos da

Mesopotâmía, da Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e

romanos se aglomeravam na praça extensa, quando os discípulos humildes do

Nazareno anunciaram a Boa Nova, atendendo a cada grupo da multidão em

seu idioma particular.

Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral.

Não faltaram os cépticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e à

embriaguez a revelação observada. Simão Pedro destaca-se e esclarece que

se trata da luz prometida pelos céus à escuridão da carne.

Desde esse dia, as claridades do Pentecostes jorraram sobre o mundo,

incessantemente.

Até aí, os discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em diante,

quebram as influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos

infortunados, falam aos reis da Terra em nome do Senhor.

O poder de Jesus se lhes comunicara às energias reduzidas.

Estabelecera-se a era da mediunidade, alicerce de todas as realizações do

Cristianismo, através dos séculos.

Contra o seu influxo, trabalham, até hoje, os prejuízos morais que

avassalam os caminhos do homem, mas é sobre a mediunidade, gloriosa luz

dos céus oferecida às criaturas, no Pentecostes, que se edificam as

construções espirituais de todas as comunidades sinceras da Doutrina do

Cristo e é ainda ela que, dilatada dos apóstolos ao círculo de todos os homens,

ressurge no Espiritismo cristão, como a alma imortal do Cristianismo redivivo.

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