quinta-feira, 27 de maio de 2021

O TESOURO ENFERRUJADO

 


“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” — (TIAGO, capítulo

5, versículo 3.)

Os sentimentos do homem, nas suas próprias idéias apaixonadas, se

dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os mais substanciosos

frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém,

desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos

divinos, com respeito à redenção das criaturas.

De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de

emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo

perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes,

a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando

egoísmo fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali,

a humildade pede a admiração dos outros.

Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados.

Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o apóstolo,

deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.

Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem”

que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável

compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem

obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro

do Cristo.

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