terça-feira, 4 de maio de 2021

REUNIÕES CRISTÃS

 


“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas

as portas da casa onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham

ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja

convoscO.” (JOÃO, capítulo 20, versículo 19.)

Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi

considerada digna das relações com a espiritualidade.

O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que

houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de

afastar a mente humana de cogitações prematuras. Entretanto, Jesus, assim

como suavizara a antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem

limites, aliviou as determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos

saudosos.

Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários

gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis

que surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida

eterna. Desde essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca,

entre o mundo visível e o invisível. A família cristã, em seus vários

departamentos, jamais passaria sem o doce alimento de suas reuniões

carinhosas e íntimas. Desde então, os discípulos se reuniriam, tanto nos

cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma. E, nos tempos

modernos, a essência mais profunda dessas assembléias é sempre a mesma,

seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.

O objetivo é um só: procurar a influenciação dos planos superiores, com a

diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se, com mais

abundância, em vôos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos

do dogmatismo e do sacerdócio organizado.


Transcrevi do livro

CAMINHO, VERDADE E VIDA

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

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