quarta-feira, 23 de junho de 2021

A GRANDE PERGUNTA

 


“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?”

— Jesus. (LUCAS, capítulo 6, versículo 46.)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo,

a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre

permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os

ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam

revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o

Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se

merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do

Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera

de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes

mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal.

Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais

humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o

homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de

maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando

o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às

recomendações do seu verbo sublime.

Nenhum comentário:

Postar um comentário