segunda-feira, 7 de junho de 2021

COMER E BEBER

 



“Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença

e tens ensinado nas nossas ruas.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 13,

versículo 26.)

O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou

a porta aos filhos ingratos.

O quadro reflete a situação dos religiosos de todos os matizes que apenas

falaram, em demasia, reportando-se ao nome de Jesus. No dia da análise

minuciosa, quando a morte abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão

haver “comido e bebido” na presença do Mestre, cujos ensinamentos

conheceram e disseminaram nas ruas.

Comeram e beberam apenas. Aproveitaram-se dos recursos

egoisticamente. Comeram e acreditaram com a fé intelectual. Beberam e

transmitiram o que haviam aprendido de outrem.

Assimilar a lição na existência própria não lhes interessava a mente inconstante.

Conheceram o Mestre, é verdade, mas não o revelaram em seus

corações. Também Jesus conhecia Deus; no entanto, não se limitou a afirmar a

realidade dessas relações. Viveu o amor ao Pai, junto dos homens. Ensinando

a verdade, entregou-se à redenção humana, sem cogitar de recompensa.

Entendeu as criaturas antes que essas o entendessem, concedeu-nos supremo

favor com a sua vinda, deu-se em holocausto para que aprendêssemos a

ciência do bem.

Não bastará crer intelectualmente em Jesus. É necessário aplicá-lo a nós

próprios.

O homem deve cultivar a meditação no círculo dos problemas que o

preocupam cada dia. Os irracionais também comem e bebem. Contudo, os

filhos das nações nascem na Terra para uma vida mais alta.

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