terça-feira, 1 de junho de 2021

CONTENTAR-SE

 


“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentarme

com o que tenho.” — Paulo. (FILIPENSES, capítulo 4, versículo 11.)

A vertigem da posse avassala a maioria das criaturas na Terra.

A vida simples, condição da felicidade relativa que o planeta pode oferecer,

foi esquecida pela generalidade dos homens. Esmagadora percentagem das

súplicas terrestres não consegue avançar além do seu acanhado âmbito de

origem.

Pedem-se a Deus absurdos estranhos. Raras pessoas se contentam com o

material recebido para a solução de suas necessidades, raríssimas pedem

apenas o “pão de cada dia”, como símbolo das aquisições indispensáveis.

O homem incoerente não procura saber se possui o menos para a vida

eterna, porque está sempre ansioso pelo mais nas possibilidades transitórias.

Geralmente, permanece absorvido pelos interesses perecíveis, insaciado,

inquieto, sob o tormento angustioso da desmedida ambição. Na corrida louca

para o imediatismo, esquece a oportunidade que lhe pertence, abandona o

material que lhe foi concedido para a evolução própria e atira-se a aventuras de

conseqüências imprevisíveis, em face do seu futuro infinito.

Se já compreendes tuas responsabilidades com o Cristo, examina a

essência de teus desejos mais íntimos. Lembra-te de que Paulo de Tarso, o

apóstolo chamado por Jesus para a disseminação da verdade divina, entre os

homens, foi obrigado a aprender a contentar-se com o que possuía,

penetrando o caminho de disciplinas acerbas.

Estarás,

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