domingo, 20 de junho de 2021

CONVERSAR

 


“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for

boa para promover a edificação, para que dê graças aos que a ouvem.” —

Paulo. (EFÉSIOS, capítulo 4, versículo 29.)

O gosto de conversar retamente e as palestras edificantes caracterizam as

relações de legítimo amor fraternal.

As almas que se compreendem, nesse ou naquele setor da atividade

comum, estimam as conversações afetuosas e sábias, como escrínios vivos de

Deus, que permutam, entre si, os valores

mais preciosos.

A palavra precede todos os movimentos nobres da vida. Tece os ideais do

amor, estimula a parte divina, desdobra a civilização, organiza famílias e povos.

Jesus legou o Evangelho ao mundo, conversando. E quantos atingem mais

elevado plano de manifestação, prezam a palestra amorosa e esclarecedora.

Pela perda do gosto de conversar com alguém, pode o homem avaliar se

está caindo ou se o amigo estaciona em desvios inesperados.

Todavia, além dos que se conservam em posição de superioridade,

existem aqueles que desfiguram o dom sagrado do verbo, compelindo-o às

maiores torpezas. São os amantes do ridículo, da zombaria, dos falsos

costumes. A palavra, porém, é dádiva tão santa que, ainda aí, revela aos

ouvintes corretos a qualidade do espírito que a insulta e desfigura, colocandoo,

imediatamente, no baixo lugar que lhe compete nos quadros da vida.

Conversar é possibilidade sublime. Não relaxes, pois, essa concessão do

Altíssimo, porque pela tua conversação serás conhecido.

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