quarta-feira, 2 de junho de 2021

CPI NÃO QUERIA OUVIR E SIM LINCHAR NISE YAMAGUCHI

 



Por Claudio Humberto

Via diario do Poder 

02/06/2021

A CPI da Pandemia foi outra vez palco de humilhações a uma mulher sob silêncio constrangedor da lacrolândia, que só protesta quando a vítima de tratamento indigno é de esquerda. Ficou claro que a CPI não queria ouvir a médica Nise Yamaguchi, queria submetê-la a linchamento. Não a deixaram falar, expor suas razões, suas convicções. Não permitir que o outro lado exponha seu pensamento, por meio de interrupções, é um velho truque para não correr riscos de perder o debate. Deu certo.


PERDEU A LINHA

 02/06/2021

O jeito calmo e didático da médica incomodou o presidente da CPI, que a interrompeu para recomendar que ninguém acreditasse no que ela dizia.


FALAR PARA QUEM?

 02/06/2021

Otto Alencar tentou desqualificar os mais de 40 anos de experiência da médica, sem permitir que ela sequer respondesse às perguntas.


FEMINISMO OMISSO

 02/06/2021

Para o cientista político Paulo Kramer, o tratamento foi indigno e provou que “o feminismo não passa de um puxadinho vagabundo da esquerda”.


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QUE COISA FEIA

 02/06/2021

Deputada estadual campeã nas eleições de 2018, com mais de 2 milhões de votos, Janaína Paschoal criticou os senadores na CPI: “A divergência pode ser exposta com respeito. Espetáculo triste”, definiu.


MACHISMO

 02/06/2021

O tratamento a Nise Yamaguchi, na CPI da Pandemia, foi muito parecido com aquele dispensado à também médica Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde. Tem gente que “cresce” diante de mulheres.


GABINETE PARALELO

 02/06/2021

Senadores oposicionistas, incluindo o relator e o presidente da CPI da Pandemia, utilizam os serviços de “grupos de checagem” não-oficiais, sem qualquer divulgação do processo ou dos responsáveis pelos grupos.

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