terça-feira, 22 de junho de 2021

Entre homens, canalhas e lobos



Por Adilson Veiga -22 de junho de 2021

 Não, eu não vou citar aqueles montes de chavões e frases feitas!

O objetivo, aqui, é mostrar um padrão que se repete ao longo de uma vida!

Lobos são animais selvagens que vivem pura e simplesmente por instintos e, neste caso, é até uma injustiça quando o comparam com o homem ou quando dizem “lobo-mau”.

Chico Anísio fez há muito tempo uma sátira sobre Chapeuzinho Vermelho e disse: “não existe lobo-mau, lobo é lobo; não existe lobo Congregado Mariano!”.

Homens por sua natureza são falhos, erram, pecam e comentem enganos, o que define a integridade de um homem é justamente o poder de discernimento e o fato de poder se arrepender, se desculpar e reparar seu erro – tanto entre seus semelhantes quanto perante seu Criador.

A isto damos o nome de caráter!

Por vezes, este arrependimento é tão grande que nem necessita de pedido de desculpas ou perdão!

Foi o caso do apóstolo Pedro, fundador da Igreja de Cristo que o negou por três vezes antes que o galo cantasse:

E naquele momento, Pedro se lembrou da palavra de Jesus que lhe advertira: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.” E, deixando aquele lugar, chorou amargamente.” (Mt 26, 75 Grifei)

Canalhas se pensam lobo, agem e vivem como se valesse tudo pela sobrevivência, mas são os que erram e pecam reiteradamente, conscientemente, de caso pensado e premeditado – muito diferente dos animais.

É o caso de alguns integrantes da CPI da Covid!

Não vou ficar aqui citando todos os inquéritos dos envolvidos – isto, todos já sabem de cor – mas mostrar o padrão de canalhice em que ela foi transformada!

A canalhice já começa pela instauração e escolha de seus membros feita a dedo para uma finalidade que longe de apurar responsabilidades – se preciso fosse, já que mortes por Covid acontece no mundo todo independente de erros ou acertos – vem apenas para criar narrativas contra o governo federal como bem citou o senador Marcos Rogério:

A CPI começou como CPI da cloroquina, evoluiu para CPI da carta, depois a CPI do gabinete paralelo, agora a CPI da Copa América. Na falta de provas, fabricam narrativas, está é a CPI das narrativas fabricadas!”

Os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros, presidente e relator da CPI, estão promovendo um verdadeiro show de canalhices, com censura de depoentes e membros da CPI, com inversão de valores, promovendo a destruição de carateres ilibados de profissionais competentes com convicções diferentes das suas, enquanto enaltecem e protegem depoentes nem tão competentes, mas que embasam suas narrativas.

desrespeito e a grosseria com o qual o senador Otto Alencar tratou a Drª Nise Yamaguchi – profissional com 39 anos de experiência e vários estudos publicados – com a conivência do presidente e do relator da CPI, e que gerou notas de repúdio até de alguns aliados dos mesmos, mostra a falta de caráter dos envolvidos.

Tratamento totalmente diferente do que foi dispensado à “bióloga” Natália Pasternak – que está com processo administrativo por exercício ilegal da profissão – e a Drª Luana Araújo – infectologista sem nenhuma experiência na profissão e nem estudos publicados – pelo simples fato de endossarem suas narrativas.

Outro com tratamento diferenciado, foi o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel – impichado por desvio de verbas destinadas ao combate à pandemia e inimigo declarado do presidente Bolsonaro. 

Nesta sessão podemos ver os senadores Renan e Aziz chamando Witzel de governador – coisa que ele deixou de ser – Randolfe oferecendo para o ex-governador, reunião  de portas fechadas caso ele se sentisse constrangido, tratamento VIP para um investigado por desvio que causou verdadeiro genocídio.

Porém, o auge da canalhice aconteceu no último dia 18 de junho quando o relator Renan Calheiros, o vice-presidente Randolfe Rodrigues e outros membros da CPI parceiros na mesma empreitada, abandonaram a sessão pelo simples fato dos convidados serem dois médicos, renomados e experientes, além de serem defensores do tratamento precoce aos infectados pelo Covid – os doutores Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Cardoso Alves.

O fato já seria motivo de extinção da CPI, visto que um relator que não quer questionar nem ouvir depoentes, obviamente não está interessado em fazer nenhum relatório sério ou isento, mostrando total incompatibilidade com a proposta de uma CPI.

Este é o padrão usado pelos canalhas que dizem buscar os responsáveis pelo “genocídio”, que dizem querer dar uma resposta à pátria – mas, na verdade, dançam sobre os túmulos das vítimas!

Os canalhas dominarão a verdade com mordaças de ouro, para que não entendais os direitos que tendes. – Franco G. Rovedo

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