quarta-feira, 2 de junho de 2021

O MUNDO E O MAL

 



“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” —

Jesus. (JOÃO, capítulo 17, versículo 15.)

Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas

preocupadas com a idéia da morte. Muitos companheiros não crêem na paz,

nem no amor, senão em planos diferentes da Terra. A maioria aguarda

situações imaginárias e injustificáveis para quem nunca levou em linha de

conta o esforço próprio.

O anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do espírito.

Orando ao Pai pelos discípulos, Jesus rogou para que não fossem

retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.

O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o

habitam.

A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado

aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se

repetem todos os dias.

De nada vale partirmos do planeta, quando nossos males não foram

exterminados convenientemente. Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos

aos portadores humanos das chamadas moléstias incuráveis. Podemos trocar

de residência; todavia, a mudança é quase nada se as feridas nos

acompanham. Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo e aprimorá-lo, combatendo

o mal que está em nós.

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