sexta-feira, 11 de junho de 2021

PREGAÇÕES

 


“E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas para que eu ali também

pregue; porque para isso vim. — (MARCOS, capítulo 1, versículo 38.)

Neste versículo de Marcos, Jesus declara ter vindo ao mundo para a

pregação. Todavia, como a significação do conceito tem sido erroneamente interpretada,

é razoável recordar que, com semelhante assertiva, o Mestre

incluía no ato de pregar todos os gestos sacrificiais de sua vida.

Geralmente, vemos na Terra a missão de ensinar muito desmoralizada.

A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião

fala de púlpitos.

Contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se

caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibem certas atitudes quando

pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação

geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do

caráter”.

Toda dissertação moldada no bem é útil. Jesus veio ao mundo para isso,

pregou a verdade em todos os lugares, fez discursos de renovação, comentou

a necessidade do amor para a solução de nossos problemas. No entanto,

misturou palavras e testemunhos vivos, desde a primeira manifestação de seu

apostolado sublime até a cruz. Por pregação, portanto, o Mestre entendia

igualmente os sacrifícios da vida. Enviando-nos divino ensinamento, nesse

sentido, conta-nos o Evangelho que o Mestre vestia uma túnica sem costura na

hora suprema do Calvário.

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