segunda-feira, 21 de junho de 2021

QUEM ÉS?

 


“Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém,

quem és, que julgas a outrem?” — (TIAGO, capítulo 4, versículo 12.)

Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões

relativamente à incorreção alheia.

Um parecer inconsciente ou leviano pode gerar desastres muito maiores

que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.

Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem

observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas. Um

administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe

integram a máquina de serviços. Um magistrado, pago pelas economias do

povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais,

deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo. Entretanto,

importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a

delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao

serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, encaminhadas

à sua responsabilidade.

Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas

viciadas na precipitação e na leviandade.

Cremos seja útil a cada discípulo, quando assediado pelas considerações

insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida

presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações

tentadoras: “Será este assunto de meu interesse? Quem sou? Estarei, de fato,

em condições de julgar alguém?”

Nenhum comentário:

Postar um comentário