quinta-feira, 24 de junho de 2021

SABER E FAZER

 


“Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” —

Jesus. (JOÃO, capítulo 13, versículo 17.)

Entre saber e fazer existe singular diferença. Quase todos sabem, poucos

fazem. Todas as seitas religiosas, de modo geral, somente ensinam o que

constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas

os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais.

Há sempre vozes habilitadas a indicar os caminhos. É a palavra dos que

sabem.

Raras criaturas penetram valorosamente a vereda, muita vez em silêncio,

abandonadas e incompreendidas. É o esforço supremo dos que fazem.

Jesus compreendeu a indecisão dos filhos da Terra e, transmitindo-lhes a

palavra da verdade e da vida, fez a exemplificação máxima, através de

sacrifícios culminantes.

A existência de uma teoria elevada envolve a necessidade de experiência e

trabalho. Se a ação edificante fosse desnecessária, a mais humilde tese do

bem deixaria de existir por inútil.

João assinalou a lição do Mestre com sabedoria. Demonstra o versículo

que somente os que concretizam os ensinamentos do Senhor podem ser bem aventurados.

Aí reside, no campo do serviço cristão, a diferença entre a cultura

e a prática, entre saber e fazer.

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