quarta-feira, 4 de agosto de 2021

O TESOURO MAIOR

 




“Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso

coração.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 12, versículo 34.)

No mundo, os templos da fé religiosa, desde que consagrados à Divindade

do Pai, são departamentos da casa infinita de Deus, onde Jesus ministra os

seus bens aos corações da Terra, independentemente da escola de crença a

que se filiam.

A essas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do

Cristo, em seus diferentes graus de compreensão. Cada qual, instintivamente,

revela ao Senhor onde coloca seu tesouro.

Muitas vezes, por isso mesmo, nos recintos diversos de sua casa, Jesus

recebe, sem resposta, as súplicas de inúmeros crentes de mentalidade infantil,

contraditórias ou contraproducentes.

O egoísta fala de seu tesouro, exaltando as posses precárias; o avarento

refere-se a mesquinhas preocupações; o gozador demonstra apetites insaciáveis;

o fanático repete pedidos loucos.

Cada qual apresenta seu capricho ferido como sendo a dor maior.

Cristo ouve-lhes as solicitações e espera a oportunidade de dar-lhes a

conhecer o tesouro imperecível. Ouve em silêncio, porque a erva tenra pede

tempo destinado ao processo evolutivo, e espera, confiante, porqüanto não

prescinde da colaboração dos discípulos resolutos e sinceros para a extensão

do divino apostolado. No momento adequado, surgem esses, ao seu influxo

sublime, e a paisagem dos templos se modifica. Não são apenas crentes que

comparecem para a rogativa, são trabalhadores decididos que chegam para o

trabalho. Cheios de coragem, dispostos a morrer para que outros alcancem a

vida, exemplificam a renúncia e o desinteresse, revelam a Vontade do Pai em

si próprios e, com isso, ampliam no mundo a compreensão do tesouro maior,

sintetizado na conquista da luz eterna e do amor universal, que já lhes

enriquece o espírito engrandecido.

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