sábado, 7 de agosto de 2021

OS VIVOS DO ALÉM



“E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e

Elias.” — (LUCAS, capítulo 9, versículo 30.)

Várias escolas religiosas, defendendo talvez determinados interesses do

sacerdócio, asseguram que o Evangelho não apresenta bases ao movimento

de intercâmbio entre os homens e os espíritos desencarnados que os

precederam na jornada do Mais Além...

Entretanto, nesta passagem de Lucas, vemos o Mestre dos Mestres

confabulando com duas entidades egressas da esfera invisível de que o

sepulcro é a porta de acesso.

Aliás, em diversas circunstâncias encontramos o Cristo em contacto com

almas perturbadas ou perversas, aliviando os padecimentos de infortunados

perseguidos. Todavia, a mentalidade dogmática encontrou aí a manifestação

de Satanás, inimigo eterno e insaciável.

Aqui, porém, trata-se de sublime acontecimento no labor. Não vemos

qualquer demonstração diabólica e, sim, dois espíritos gloriosos em

conversação íntima com o Salvador. E não podemos situar o fenômeno em

associação de generalidades, porqüanto os “amigos do outro mundo”, que

falaram com Jesus sobre o monte, foram devidamente identificados. Não se

registrou o fato, declarando-se, por exemplo, que se tratava da visita de um

anjo, mas de Moisés e do companheiro,

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