quinta-feira, 5 de agosto de 2021

PEDIR

 


“Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis.” —

(MATEUS, capítulo 20, versículo 22.)

A maioria dos crentes dirige-se às casas de oração, no propósito de pedir

alguma coisa.

Raros os que aí comparecem, na verdadeira atitude dos filhos de Deus,

interessados nos sublimes desejos do Senhor, quanto à melhoria de conhecimentos,

à renovação de valores íntimos, ao aproveitamento espiritual das

oportunidades recebidas de Mais Alto.

A rigor, os homens deviam reconhecer nos templos o lugar sagrado do

Altíssimo, onde deveriam aprender a fraternidade, o amor, a cooperação no

seu programa divino. Quase todos, porém, preferem o ato de insistir, de teimar,

de se imporem ao paternal carinho de Deus, no sentido de lhe subornarem o

Poder Infinito. Pedinchões inveterados, abandonam, na maior parte das vezes,

o traçado reto de suas vidas, em virtude da rebeldia suprema nas relações com

o Pai. Tanto reclamam, que lhes é concedida a experiência desejada.

Sobrevêm desastres. Surgem as dores. Em seguida, aparece o tédio, que

é sempre filho da incompreensão dos nossos deveres.

Provocamos certas dádivas no caminho, adiantamo-nos na solicitação da

herança que nos cabe, exigindo prematuras concessões do Pai, à maneira do

filho pródigo, mas o desencanto constitui-se em veneno da imprevidência e da

irresponsabilidade.

O tédio representará sempre o fruto amargo da precipitação de quantos se

atiram a patrimônios que lhes não competem.

Tenhamos, pois, cuidado em pedir, porque, acima de tudo, devemos

solicitar a compreensão da vontade de Jesus a nosso respeito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário